A Hyundai confirmou que passará a importar veículos da China e da Índia para o mercado brasileiro. O anúncio foi feito pelo CEO global da marca, José Muñoz, durante o Investors Day 2026, evento em que a montadora sul-coreana apresentou seus planos para a próxima década aos acionistas.
A decisão representa uma mudança de estratégia para a Hyundai no Brasil. Até agora, a marca operava apenas com modelos produzidos na fábrica de Piracicaba (SP) — como HB20 e Creta — ou importados da Coreia do Sul. A unidade paulista tem capacidade para cerca de 215 mil veículos por ano e já opera próxima do limite. Em vez de investir em uma expansão industrial, a Hyundai optou por aproveitar a capacidade ociosa de suas fábricas asiáticas.
Elétricos e SUVs na mira
Na Índia, a Hyundai possui uma fábrica em Pune capaz de produzir 1,1 milhão de carros por ano, com expansão prevista para 1,42 milhão até 2030. Entre os modelos que podem chegar ao Brasil estão os SUVs compactos Exter e Venue — que atuariam como porta de entrada abaixo do Bayon — e o Grand Creta (Alcazar), uma versão de sete lugares do popular Creta. O Creta elétrico também é cogitado como resposta aos modelos chineses de BYD e GWM.
Da China, a Hyundai pode trazer o Santa Fe, prometido há anos mas nunca lançado por aqui, além da nova geração do Tucson. A possibilidade de trazer um elétrico da família Ioniq também está nos planos.

O que muda para quem compra no Brasil
A movimentação da Hyundai é uma resposta direta ao avanço das marcas chinesas, que já detêm 23% do mercado brasileiro. A marca sul-coreana cresceu 11% nas vendas na América Latina no primeiro semestre de 2026, mas precisa ampliar o portfólio para não perder terreno. Para o consumidor, a novidade pode significar mais opções de modelos — especialmente elétricos — a preços mais competitivos do que os importados da Coreia do Sul. O Creta elétrico, por exemplo, seria uma alternativa mais acessível ao Ioniq 5, que hoje custa quase R$ 410 mil.

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