O BYD Dolphin Mini registrou 8.299 emplacamentos em agosto de 2026 e conquistou a quinta posição no ranking geral de automóveis e comerciais leves no Brasil. O número representa um novo recorde para o modelo e marca a primeira vez que um carro 100% elétrico aparece entre os cinco mais vendidos do país em um mês completo.
O feito é ainda mais expressivo quando se observa quem ficou para trás: o Dolphin Mini superou o Chevrolet Onix (7.635 unidades), o Hyundai Creta (7.354) e o Volkswagen T-Cross (6.815) — todos modelos tradicionais e bem estabelecidos no mercado brasileiro. À frente do elétrico da BYD ficaram apenas a líder Fiat Strada (13.796), o Volkswagen Polo (10.472), o Volkswagen Tera (10.338) e o Fiat Argo (8.811).
Elétricos ganham espaço
O resultado do Dolphin Mini reflete uma tendência mais ampla. Em agosto, os veículos eletrificados (elétricos puros e híbridos) responderam por 24,3% do total de vendas no Brasil — quase um em cada quatro carros zero-quilômetro vendidos no país já tem algum tipo de motor elétrico. As marcas chinesas, lideradas por BYD e GWM, detêm 23,1% de participação no mercado total.
O mercado brasileiro de veículos leves fechou agosto com 262.052 emplacamentos, alta de 22% em relação ao mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, já são 1.883.332 unidades vendidas, crescimento de 19,3% sobre o mesmo período do ano passado.
O que muda para quem compra no Brasil
O sucesso do Dolphin Mini mostra que o brasileiro está cada vez mais disposto a considerar um elétrico como primeira opção de compra — especialmente quando o preço faz sentido. O modelo custa a partir de R$ 118.990, valor competitivo para um carro novo com isenção de IPVA em 12 estados e custo de "abastecimento" muito inferior ao de um carro a combustão. Com a produção nacional em Camaçari (BA) ganhando escala, a tendência é que os preços fiquem ainda mais acessíveis nos próximos meses.

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