A BAIC confirmou oficialmente que terá uma fábrica no Brasil e que revelará a localização da planta ainda em setembro de 2026. O anúncio foi feito por Oswaldo Ramos, COO da empresa no país, durante o Festival Interlagos, em São Paulo. A montadora chinesa, que faz parte do mesmo grupo da Foton, trata o Brasil como sua principal prioridade internacional.

A BAIC está presente em mais de 140 países, mas pretende transformar a operação brasileira em sua maior base fora da China. O plano é ambicioso: entrar no top 10 de marcas mais vendidas no Brasil até 2028, com o lançamento de 10 modelos diferentes nesse período. A estratégia inclui SUVs urbanos, SUVs off-road (em versões 4x2 e 4x4) e crossovers, todos oferecidos em versões elétricas e híbridas.
Produção peça a peça, sem CKD
A empresa descartou os sistemas CKD e SKD (kits de peças importados e montados localmente) por causa do imposto de importação. Em vez disso, a BAIC optou por um modelo de produção chamado "peça a peça", similar ao utilizado pela GWM em sua fábrica de Iracemápolis (SP). Nesse formato, os componentes chegam separadamente e são montados no Brasil, permitindo uma nacionalização gradual da produção.
A localização da fábrica já foi definida, segundo Ramos, e contará com investimento de um parceiro local além dos recursos da matriz chinesa. A BAIC também compartilhará um centro de distribuição de peças em São Paulo com a Foton. Até o final de 2026, a empresa planeja ter 75 funcionários em áreas de administração, vendas e engenharia, além de uma rede de 200 concessionárias espalhadas pelo país.

O que muda para quem compra no Brasil
A chegada da BAIC aumenta ainda mais a concorrência no mercado de eletrificados, que já conta com BYD e GWM consolidadas. Para o consumidor brasileiro, isso significa mais opções de veículos elétricos e híbridos — e, potencialmente, preços mais competitivos conforme as marcas disputam espaço. Oswaldo Ramos projeta que os veículos elétricos chineses podem chegar a 52% do mercado brasileiro nos próximos anos, pressionando as montadoras tradicionais a acelerar seus planos de eletrificação.
Fonte: Automotive Business, AUTOO.

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