A Mercedes-Benz colocou a Classe V à venda no Brasil em duas versões: a V 300 Avantgarde, por R$ 729.900, e a V 300 Elegance, por R$ 834.900. É a estreia da marca no segmento de minivans de luxo por aqui — um nicho que praticamente não existia no país até as chinesas começarem a ocupá-lo. As entregas estão previstas para novembro.

A Classe V existe na Europa há anos, onde faz o papel de van executiva — o carro que busca o passageiro no aeroporto e leva a família inteira com bagagem. No Brasil, a Mercedes-Benz sempre vendeu a Sprinter, que é furgão de trabalho, mas nunca uma van de passageiros com acabamento de sedã grande.
O que mudou foi a concorrência. A Denza D9 e a Kia Carnival mostraram que existe comprador brasileiro disposto a pagar por uma van de sete lugares com poltrona reclinável em vez de um SUV de três fileiras apertadas. A Mercedes-Benz entrou nessa briga com o produto que já tinha pronto.
O motor é menor do que o carro sugere
A mecânica é a mesma nas duas versões: um 2.0 turbo a gasolina da família M254, com 231 cv e 37,7 kgfm de torque, associado a um sistema híbrido leve de 48 volts (um motor elétrico pequeno que não move o carro sozinho, mas ajuda nas retomadas e permite desligar o motor em trechos de inércia). O câmbio é automático de nove marchas e a tração é traseira. A velocidade máxima é de 200 km/h.
São 5,37 metros de comprimento e 1.410 litros de porta-malas com todos os bancos em uso — número que já diz o tamanho do bicho: é mais do que o porta-malas de muitos SUVs grandes com a terceira fileira rebatida. O tanque leva 70 litros.
As duas versões vêm com portas corrediças elétricas dos dois lados, câmera de 360 graus, monitoramento de fadiga do motorista, revestimento em couro Lugano, iluminação ambiente de 64 cores e som Burmester 3D. A Avantgarde traz rodas de 18 polegadas e poltronas individuais na segunda fileira, que podem ser giradas para ficar de frente para a terceira. A Elegance sobe para rodas de 19 polegadas e acrescenta bancos aquecidos e mais zonas de ar-condicionado. A garantia é de quatro anos, sem limite de quilometragem.

Vale a pena esperar o carro chegar?
O ponto a observar é o desempenho com o carro cheio. São 231 cv para mover 5,37 metros de van com sete pessoas e bagagem — potência suficiente no papel, mas o comprador que testar antes de fechar deve subir uma serra com o carro ocupado, não dar uma volta no quarteirão vazio. É onde o 2.0 turbo aparece ou some.
O segundo ponto é o preço. Com R$ 729.900 na versão de entrada, a Classe V custa mais do que a concorrência direta que já está no país, e aposta que a estrela de três pontas justifica a diferença. Para quem usa a van como carro de trabalho — transporte executivo, família grande, viagem longa com bagageiro cheio —, o que decide não é a marca, mas a conta de manutenção ao longo de quatro anos. Vale pedir na concessionária o custo das revisões antes de assinar, porque é nesse item que van importada costuma cobrar a fatura.
Ficha técnica — Mercedes-Benz Classe V 300 (2026)
Item | Especificação |
|---|---|
Motor | 2.0 turbo a gasolina (M254), com híbrido leve de 48 V |
Potência | 231 cv |
Torque | 37,7 kgfm |
Câmbio | automático de 9 marchas |
Tração | traseira |
Porta-malas | 1.410 litros |
Dimensões | 5,37 m de comprimento |
Lugares | 7 |
Preço | R$ 729.900 (Avantgarde) e R$ 834.900 (Elegance) |
Fonte: Webmotors, Notícias Automotivas, Mercedes-Benz Brasil.

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