A Honda apresentou a linha 2027 da NXR 160 Bros com visual renovado, novas cores e preços sugeridos de R$ 22.830 na versão CBS e R$ 23.970 na ABS — valores para São Paulo, sem frete e seguro. A novidade que mais pesa está na versão de cima: a Bros ABS passa a trazer o ESS, um sistema que acende o pisca-alerta automaticamente quando o piloto freia com força.

A Bros é uma das motos mais reconhecíveis das ruas brasileiras e ocupa um lugar específico do mercado: a trail urbana (moto de rua com suspensão mais alta e pneus de uso misto, feita para encarar buraco, calçada e estrada de terra sem ser uma moto off-road de verdade). É a irmã mais aventureira da CG, e há décadas divide com ela o posto de moto de trabalho e primeira moto de muita gente.
A linha 2027 não é uma geração nova — é a atualização anual, com mexidas de estilo e um item de segurança a mais. Para quem compra nessa faixa de preço, a pergunta prática costuma ser uma só: vale pagar R$ 1.140 a mais pela versão ABS?
O que muda de uma versão para a outra
As duas usam o mesmo motor: monocilíndrico de 162,7 cm³, quatro tempos, comando no cabeçote e arrefecido a ar, com injeção eletrônica PGM-FI de tecnologia FlexOne — a versão Honda do motor flex (que aceita gasolina, etanol ou qualquer mistura dos dois no mesmo tanque). A potência é de 14,3 cv com etanol e 14,2 cv com gasolina, a 8.000 rpm, e o torque máximo é de 1,47 kgfm a 5.500 rpm. O peso a seco é de 125 kg.
A diferença está no freio. A versão de entrada traz CBS (freio combinado: acionar o pedal traseiro distribui parte da força também para a dianteira, o que ajuda quem ainda não tem o hábito de usar os dois freios juntos). A versão de cima traz ABS na roda dianteira — o sistema que impede a roda de travar numa frenagem forte, preservando o controle da direção — e agora soma o ESS (*Emergency Stop Signal*), que detecta desaceleração brusca e dispara o pisca-alerta sem que o piloto precise tirar a mão do guidão, avisando quem vem atrás.
A ciclística é comum às duas: chassi berço semiduplo em aço, garfo telescópico de 33 mm na frente, monoamortecedor atrás, aro 19 polegadas na dianteira e 17 na traseira, com pneus Pirelli MT60 de uso misto. As cores mudam conforme a versão: a CBS sai em vermelho Fighting Red ou preto, e a ABS em vermelho Fighting Red ou verde Explorer Green.

Se vale a versão ABS
A diferença de R$ 1.140 entre as duas equivale a cerca de 5% do preço da moto — e é dinheiro gasto no item que mais reduz acidente grave em duas rodas. Travar a roda dianteira numa freada de emergência é a forma mais comum de o piloto ir ao chão em situação de trânsito, e é exatamente isso que o ABS evita. O ESS, somado a ele, ataca o outro lado do problema: o risco de ser atingido por trás por quem não percebeu a freada.
Para quem usa a moto para trabalhar, há ainda um efeito de revenda: moto com ABS tende a segurar melhor o valor no usado, porque o item virou critério de escolha de uma parcela crescente dos compradores. A conta pende bastante para a versão de cima.
As duas versões chegam às concessionárias a partir de outubro.
Ficha técnica — Honda NXR 160 Bros 2027
Item | Especificação |
|---|---|
Motor | monocilíndrico OHC, 4 tempos, 162,7 cm³, arrefecido a ar, injeção PGM-FI FlexOne |
Potência | 14,3 cv (etanol) / 14,2 cv (gasolina) a 8.000 rpm |
Torque | 1,47 kgfm a 5.500 rpm |
Freios | CBS combinado ou ABS na roda dianteira com ESS, conforme a versão |
Suspensão | garfo telescópico de 33 mm à frente, monoamortecedor atrás |
Peso | 125 kg a seco |
Preço | R$ 22.830 (CBS) e R$ 23.970 (ABS) |
Fonte: Motociclismo Online, Notícias Automotivas.

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