A GWM acaba de colocar à venda no Brasil o Tank 300 PHEV Flex, um marco histórico para a indústria automotiva mundial. Pela primeira vez, um veículo híbrido plug-in (que pode ser recarregado na tomada) consegue funcionar também com etanol, combinando eletrificação e biocombustível em um único sistema.

O Tank 300 nasceu como um projeto desenvolvido em parceria entre a engenharia brasileira da GWM e a Bosch do Brasil, com suporte da matriz chinesa. A solução é especialmente relevante para o contexto brasileiro, onde o etanol é abundante e mais barato que a gasolina em diversas regiões. O lançamento global aconteceu simultaneamente no Salão de Pequim e no mercado brasileiro, onde o modelo já chega como linha 2027.
Dois motores, quase 400 cavalos
O conjunto mecânico combina um motor 2.0 turbo a combustão de 245 cv com um motor elétrico dianteiro de 163 cv. Juntos, entregam 394 cv de potência combinada e impressionantes 77,6 kgfm de torque — força suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 6,8 segundos, desempenho de esportivo em um SUV de quase 5 metros.
A bateria de 37,1 kWh (quilowatt-hora, a unidade que mede a capacidade de armazenamento de energia) permite rodar até 75 km no modo 100% elétrico, ideal para o uso urbano do dia a dia. O consumo combinado chega a 18,3 km/l com gasolina e 13,1 km/l com etanol — números excepcionais para um veículo desse porte e potência.

O que muda para quem compra no Brasil
Com preço de R$ 342 mil (reajustado em R$ 3 mil devido ao novo imposto de 35% sobre importados), o Tank 300 compete com SUVs premium como o Jeep Commander e o Toyota SW4. O diferencial está na tecnologia: é o único do segmento que permite abastecer com etanol e ainda rodar no modo elétrico. O modelo foi eleito o melhor híbrido premium do Prêmio Qual Comprar 2026, validando a proposta da marca chinesa de entregar tecnologia de ponta a um preço mais acessível que os europeus.

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