Geely EX5 2027 abandona a tração dianteira, vai a 333 cv e estreia na China nesta quarta

O SUV elétrico que a Geely acaba de começar a produzir no Paraná ganha nova geração na China: motor único agora no eixo traseiro, 333 cv, arquitetura de 800 volts e até 635 km de autonomia no ciclo chinês. Estreia marcada para 23 de setembro.

Geely EX5 2027 abandona a tração dianteira, vai a 333 cv e estreia na China nesta quarta

A Geely mostrou a nova geração do EX5, seu SUV elétrico médio, com estreia comercial marcada para 23 de setembro na China — onde o modelo é vendido como Galaxy E5. A mudança mais profunda não está no desenho, que mexe pouco: o carro deixa de ser de tração dianteira e passa a ter o motor no eixo traseiro, com salto de potência de 217 cv para 333 cv. A notícia interessa diretamente ao Brasil porque o EX5 é o modelo com que a Geely estreou a produção no Complexo Ayrton Senna, no Paraná, no começo deste mês.

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A Geely chegou ao Brasil pela porta da Renault: a parceria Renault Geely do Brasil, criada em novembro de 2025, transformou a fábrica de São José dos Pinhais numa planta capaz de montar carro a combustão, híbrido, híbrido flex e 100% elétrico na mesma linha. O EX5 na versão EM-i, híbrida plug-in (que roda em modo elétrico e recarrega na tomada, com um motor a combustão de apoio), começou a sair de lá no início de setembro. O hatch compacto EX2 entra em produção em dezembro, e o conjunto faz parte de um ciclo de investimentos que subiu para R$ 5,8 bilhões entre 2025 e 2027.

O que muda na geração 2027

A troca do eixo motriz é o coração da reforma. Com o motor atrás, o carro ganha espaço livre na dianteira — daí o porta-malas frontal de 160 litros, com capacidade para 50 kg, que a versão anterior não tinha — e muda o comportamento em aceleração, porque o peso transfere para o eixo que empurra. Os 333 cv vêm de um motor único de 245 kW.

A plataforma elétrica sobe para 800 volts, detalhe que não aparece no painel mas aparece no ponto de recarga: quanto maior a tensão, menos corrente é preciso passar pelos cabos para entregar a mesma potência, o que permite carregar mais rápido sem superaquecer o sistema. A bateria é da nova linha Aegis, de química LFP (lítio-ferro-fosfato, mais barata e mais tolerante a recargas rápidas frequentes do que as de níquel, em troca de um pouco menos de energia por quilo).

São duas opções de pacote. A de 61,5 kWh entrega 550 km de autonomia no ciclo CLTC, o padrão chinês, o que equivale a 451 km no ciclo europeu WLTP — vale sempre olhar a sigla, porque o CLTC é notoriamente otimista. A de 70 kWh vai a 635 km CLTC, ou 521 km WLTP. O carro cresceu pouco: 4,636 m de comprimento (21 mm a mais), 1,920 m de largura e 1,670 m de altura, com os mesmos 2,750 m entre-eixos. Nas versões chinesas há ainda um sensor LiDAR no teto (um radar a laser que mapeia o entorno em três dimensões), sinal de que a Geely prepara um sistema de condução autônoma de nível 3 para aquele mercado.

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O que isso muda para quem compra no Brasil

A Geely não confirmou quando — nem se — essa geração chega por aqui, e é importante separar duas coisas. O que está sendo produzido no Paraná é o EX5 EM-i, híbrido plug-in, que é um carro diferente do elétrico puro renovado agora na China. A renovação chinesa é, por enquanto, uma notícia sobre o futuro da família, não sobre o carro que está saindo da linha em São José dos Pinhais.

Ainda assim, vale ficar de olho por dois motivos práticos. O primeiro é que a fábrica paranaense foi reformulada exatamente para trocar de tecnologia sem parar a linha, o que encurta o caminho de qualquer atualização vinda da China. O segundo é competitivo: um SUV elétrico de 333 cv e arquitetura de 800 volts entra na faixa em que hoje brigam BYD, GWM e as chinesas recém-chegadas, e pressiona preço e conteúdo de todo mundo. Para quem está pensando em trocar de carro agora, o conselho é o de sempre com elétrico: compare a autonomia sempre no mesmo ciclo e desconfie de número CLTC apresentado sem a sigla ao lado.

Ficha técnica — Geely EX5 2027 (mercado chinês)

Item

Especificação

Motor

elétrico único no eixo traseiro, 245 kW

Potência

333 cv

Tração

traseira

Bateria

61,5 kWh ou 70 kWh, química LFP (linha Aegis)

Autonomia

550 km (CLTC) / 451 km (WLTP) com 61,5 kWh; 635 km (CLTC) / 521 km (WLTP) com 70 kWh

Arquitetura elétrica

800 V

Porta-malas dianteiro

160 litros (até 50 kg)

Dimensões

4,636 × 1,920 × 1,670 m, entre-eixos de 2,750 m

Preço

a definir

Fonte: Notícias Automotivas, Paultan, Revista Carro.

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