A nova Nissan Frontier é chinesa, híbrida plug-in e já começou a ser vendida no México — o Brasil é o próximo da fila

A nova geração da Nissan Frontier, projetada e fabricada na China, começou a ser vendida no México em outubro e deve cobrir a América Latina até dezembro. A versão híbrida plug-in tem 350 cv no México e até 135 km de autonomia elétrica.

A nova Nissan Frontier é chinesa, híbrida plug-in e já começou a ser vendida no México — o Brasil é o próximo da fila

A nova geração da Nissan Frontier começou a ser vendida no México neste mês de outubro — o primeiro mercado fora da China a recebê-la. A picape vem da Zhengzhou Nissan, a sociedade da montadora japonesa com a chinesa Dongfeng, e a Nissan já confirmou que os demais países da América Latina devem receber o modelo até dezembro. O Brasil ainda não tem data oficial, mas a aposta do mercado é que ela chegue até o fim do primeiro trimestre de 2027.

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A Frontier é um nome com história longa por aqui: foi a picape média da Nissan no Brasil por décadas, e a produção da geração anterior foi encerrada em 2025, deixando a marca sem concorrente direto para Toyota Hilux, Chevrolet S10 e Ford Ranger. A nova é uma ruptura de origem: em vez de nascer no Japão ou na América do Norte, ela é o primeiro modelo criado e fabricado na China pela Nissan com destino à exportação global, derivado do projeto da Dongfeng Z9.

350 cv, tomada na parede e uma caçamba que vira gerador

A configuração que interessa à América Latina é a híbrida plug-in — aquela que combina motor a combustão e motor elétrico e tem bateria que se recarrega na tomada, não só andando. Na versão vendida no México, o conjunto entrega 350 cv e 660 Nm; na configuração chinesa, os números sobem para 402 cv e 800 Nm. A autonomia elétrica (quanto ela roda só com a bateria, sem acender o motor a gasolina) é de até 135 km pelo ciclo chinês CLTC, e a Nissan fala em até 966 km somando os dois sistemas.

Há ainda o recurso V2L, sigla de *vehicle-to-load*: uma tomada que usa a bateria do carro para alimentar equipamento externo — furadeira, geladeira de camping, iluminação de obra. Em picape, é o tipo de função que deixa de ser curiosidade e vira ferramenta de trabalho. O porte também cresceu: são 5,52 m de comprimento, 1,96 m de largura e 3,30 m entre-eixos, com cabine dupla de cinco lugares e rodas aro 18 calçadas com pneus 265/65 R18.

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O que isso muda para o comprador brasileiro

Nada de preço ainda: a Nissan não divulgou valores, versões nem equipamentos para o Brasil, e enquanto não houver anúncio oficial tudo o que existe é calendário regional e protótipo flagrado em teste por aqui. Para quem está olhando picape média, a conta prática é de espera: se a previsão de início de 2027 se confirmar, falta pouco mais de um trimestre — e uma plug-in de 350 cv muda a régua de um segmento onde o diesel ainda manda.

Duas ressalvas honestas. A primeira é que autonomia elétrica medida pelo ciclo chinês CLTC costuma ser otimista em relação ao que se vê na rua brasileira; o número para conferir é o do Inmetro, quando sair. A segunda é sobre a natureza do produto: uma picape plug-in exige tomada em casa para fazer sentido econômico. Sem ponto de recarga, ela vira uma picape a gasolina carregando o peso de uma bateria.

Ficha técnica — Nissan Frontier Pro PHEV (versão do México)

Item

Especificação

Motor

1.5 turbo a gasolina + motor elétrico (híbrido plug-in)

Potência

350 cv (402 cv na configuração chinesa)

Torque

660 Nm (800 Nm na configuração chinesa)

Autonomia elétrica

até 135 km (ciclo CLTC)

Autonomia combinada

até 966 km

Carroceria

cabine dupla, 5 lugares

Dimensões

5,52 m de comprimento × 1,96 m de largura; entre-eixos de 3,30 m

Rodas e pneus

aro 18 com pneus 265/65 R18

Preço

a definir

Fonte: Notícias Automotivas, AUTOO.

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